Raridade: Casal morre no mesmo dia, após 63 anos de união

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Aquela famosa frase clichê de enlace matrimonial dita pelo padre, partor, juiz de paz ou seja lá quem for, ultimamente tem servido mais para compor roteiro de casamento de novela. A tal “até que a morte os separe” se transformou em “até que as contas cheguem”, “até que ela descubra a senha do WhatsApp dele”, “até que aquele namorado antigo apareça no Facebook” e assim por diante.

Hoje, muito casamento não dura quase um semestre, ou um ano talvez, dois, três, cinco, ou um pouco mais, pra manter a aparência. Tem uma frase de uma música “Amor e amizade”, por sinal composta por mim e mais dois colegas, Walter Garcia e Susan Gray, que retrata um pouco isso quando cita “cinco anos de paixão, dois de amor, um de rotina, hoje estão se separando…”

Mas, como para tudo na vida há exceções, uma chamou bastante a atenção recentemente, pelo menos a mim. Um casal americano fez valer essa bendita citação nupcial e, ao pé da letra, a tal separação, de fato, somente se fez quando a morte chegou, detalhe: no mesmo dia.

Bob e Barbara Pettis disseram sim um ao outro 63 anos atrás e ficaram juntos por toda uma vida, até morrerem, ela primeiro e ele, seis mil e seiscentos minutos depois, quando fechou os olhos também.

Um de seus filhos disse que ambos não eram pegajosos, nem muito românticos de se tocar o tempo todo, mas dava para perceber que se amavam pelo tom das vozes e principalmente pela forma como se olhavam.

Hoje em dia a percepção também é evidente, a gente logo reconhece quando um casal se “ama” pelo tom de voz, que dá para ouvir do outro lado da rua e principalmente pela forma como se olham, um querendo comer o outro vivo.

(Foto – Clay Pettis/NewsOK)

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