Nem tudo o que reluz é …

janela

Sabe aqueles condomínios bacanas com residências quase que siamesas, tamanha similaridade arquitetônica? Pois bem, esse tipo de projeto tem seus prós e contras. O lado bom é que aquela inveja da vizinha porque o sobrado da frente ou de trás é mais bonito que o dela ou vice e versa praticamente não existe.

Mas toda essa igualdade quase que em gênero, número e grau pode trazer algumas consequências complicadas, principalmente se ao lado mora um homem casado e distraído que tenha bebido um pouquinho a mais numa noitada boa e só ao chegar em casa lembrou-se das chaves, esquecidas em algum lugar qualquer. detalhe: homem esse que toda mulher desejava ter, tamanho tratamento dado à esposa diariamente no portão.

Mas o que tem a ver a vizinha com essa história toda? De fato, nada deveria, se o rapaz galanteador não tivesse confundido e aberto, por engano, a fresta da janela da moça, imaginando ser a dele.

Em plena madrugada, tempo apenas para a pergunta: “Quem é?”. “Sou eu, sua trouxa, abre logo a porta”. Sem óculos, pra quem acabou de acordar com um susto daqueles, só deu para ver que se tratada de um baixinho de blusão. Apavorada, não pregou mais o olho até o alvorecer.

Ainda pela manhã, ela percebeu que o tal machão frente à grade era o vizinho. Isso porque ele sequer havia trocado de roupa para trabalhar.  Com olhar cabisbaixo, ao som suave e envergonhado de “bom dia”, cumprimentou a moçoila.

Abraçada ao rapaz, a esposa, cabelo despenteado, roupa ainda de dormir, se despedia do marido na frente de todos: “Bom trabalho, meu amor”. “Tenha um bom dia você também, minha flor de maracujá”. Diante daquela cena, a conclusão da vizinha: “Nem tudo que reluz é ouro”.

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