O maior recente temor de grande parte dos casais é como conseguir resistir juntinho a uma quarentena, já que ter que passar o dia inteiro confinado sob o mesmo teto nem sempre é uma tarefa fácil. Sim, por mais que se entendam bem, dividir o mesmo espaço sabe-se lá até quando na condição obrigatória de não poder sair de casa nem sempre acaba em flores somente. Essa é a verdadeira prova de fogo.
Mas e
quando o inusitado acontece, o que esperar dessa situação. Olha o que aconteceu
com um casal norte-americano: após se conhecerem em um site de relacionamentos,
um design de 23 anos e uma jovem, cuja idade, nome e profissão não foram
revelados, resolveram se encontrar pessoalmente, isso ocorreu no início de março,
quando ainda não havia sido decretada pandemia mundial em virtude da Covid-19.
Ficaram
juntos nessa data e alguns dias depois ambos tiveram os sintomas da doença. Para
surpresa de todos, resolveram passar essa etapa juntinhos e ao que consta deu
tudo certo, segundo o rapaz, que ainda disse que esse caso vai ficar na memória
de todos. “Provavelmente vou contar aos meus netos a história de como nos
conhecemos”, disse ele.
Se os dois passaram por essa etapa, pode ter a certeza de que tudo dará certo para eles, passaram no teste. E você, como está sua quarentena com seu (a) amado (a)? Conta pra gente.
O marido de Lara era do tipo cheio de toques e chatices. Muitas das suas maluquices ela até achava graça, mas outras a deixavam no mínimo pensativa.
Imagine um dia de frio, muito frio, daqueles que a vontade é
entrar no chuveiro fervendo, quente, tão quente a ponto de quase arrancar a
epiderme, e depois sair e colocar um pijama bem quentinho e ficar em casa,
lendo um livro, sem fazer mais nada. Foi o que Lara fez. Era início do entardecer.
Aquela cena de ver a mulher andando de pijama pela casa abespinhou
o rapaz.
“Roupa de dormir é para dormir”, disse o bonitão. E quando
ele cismava com algo, nada mudava sua opinião.
Ela estava tão a vontade naquele conjuntinho xadrez agradável que nem ligou para a opinião dele e foi para o quarto deitar um pouco. Mas seu humor sarcástico não a deixou quieta. A cada meia hora, saia para fazer algo na sala ou na cozinha, na maioria das vezes para provocar o parceiro. E cada vez que saía, ora para beber água, ora para ir ao banheiro ou pegar algo na sala, trocava de roupa, vestindo algo “adequado” para usar em casa. Não economizou nos looks com seus lindos vestidos de gala, incluindo sapato alto, brincos, anéis, colares…
Ao dormir, o rapaz deitou na cama com a mesma roupa do corpo usada o dia inteiro. Foram apenas três cutucões no ombro do moçoilo para ele entender que “dormir é com roupa de dormir”. Ele não gostou muito, mas colocou seu pijaminha de bolinha, virou para o lado e apagou num ronco só.
No dia seguinte, Lara acordou bem cedinho, fez suas malas e foi
embora. Em sua primeira noite de casa nova resolveu dar uma festinha para os
amigos.
Somente agora Silas começa a desfrutar daquilo que o mundo
inteiro já não consegue mais largar. Pois é, ainda meio sem jeito para
transportar seus pensamentos no minúsculo teclado do seu celular, o rapaz tem
aproveitado sua liberdade para escrever o que bem entende a quem quiser.
Isso porque Lara era seu controle, distante ou remoto.
Morria de vergonha de dizer o porque de não ter celular, mas todo mundo sabia
que a esposa – agora ex – não permitia, por não confiar, segundo ela, nem dez
por cento no rapaz.
E olha que os vinte anos que viveu com a Lara foi o melhor
marido e o genro que toda a sogra sempre sonhou em ter. Em sua lua de mel, fez
questão de levar os pais da esposa.
Ah, mas logo que se separou, sua primeira atitude foi
comprar um belo e caro smartphone, mesmo não sabendo quase mexer em nada. Assim
que entrou na loja, se deparou com uma compradora que parecia conhecer, mas não
sabia de onde. Até que uma voz fanha e grossa ecoou por detrás de Silas.
_ Garrafão?
Ainda meio sem entender muito, parou pra pensar, mas logo
veio em mente de quem se tratava – Luan, o “gatinho da 6ª B” que encantava
todas as meninas do colégio e criador do apelido de Silas na escola. Dito e
feito, Mariana, a estudante por quem Silas foi apaixonado, mas nunca teve coragem
de sequer chegar perto por vergonha da sua fundisse de garrafa com os mais de
12 graus de astigmatismo, misturado com miopia, e até mesmo um pouco de
estrabismo, havia se casado com o rapaz e lá estavam os três, frente a frente.
No passado, Luan era grande amigo de Silas, mas o que ele
nunca soube é que sempre que pensava criar coragem para falar com Mari, o tal
bonito dava um jeitinho pra atrapalhar o encontro. Somente se deu conta do
amigo da onça que tinha quando já era tarde demais. Por uma semana, Silas mandou
bilhetinhos para Marina, sem revelar quem era, mas a moça passou a se encantar
– sua sedução e charme sempre estiveram nas palavras, tanto que foi poeta por
uns anos até desistir, porque poesia “não dava camisa pra ninguém”, segundo sua
ex-mulher e o cara acabou cursando física quântica. Voltando aos bilhetes, na
sétima folha de caderno, deu a tacada final: marcou um encontro com Mari,
dizendo que fariam um passeio numa lambreta vermelha. Daria três buzinadas e
estaria vestido de jaqueta preta e capacete azul.
Prestes a sair de casa, Silas teve o contratempo de ter que
trocar o pneu da motoca. Furou “sem querer” – pequena tramoia do pseudoamigo. Enquanto
isso, o raparigo, com uma lambreta vermelha emprestada do primo, foi o autor das
esperadas buzinas …e a moça, claro, pôs-se a subir na garupa e nunca mais
desceu…
Numa fração de segundos dentro daquela loja de departamentos,
um filme passou na memória de Silas. Respirou fundo, conversou com o casal e já
estreou o celular com os primeiros dois contatos telefônicos em sua agenda.
Aprendeu rapidinho a manusear o tal aparelho e logo
conseguiu reencontrar os amigos do colégio nas redes sociais e criar um grupo com
todos. Um deles trabalhava com turismo e tratou de fazer um pacote de quatro
dias num navio para toda a turma. A maioria topou, incluindo a dupla.
Luan não era muito de beber, mas uma taça de vinho foi o
suficiente para o rapaz apagar e acordar somente no meio do dia seguinte, já
que seu amigo colocou um certo pozinho que causava uma sonolência profunda.
Dispersos, cada um foi para um canto e ele se aproximou de
Mariana, até que seus dotes poéticos vieram à tona e acabaram ficando juntos no
convés. A conversa foi reveladora. A amada de Silas também bebeu um pouco e
acabou falando das esquisitices do marido, que tinha mania de colecionar sacolas
de supermercado, cartões de telefone e tinha um hábito um tanto quanto estranho:
só conseguia transar de meias e óculos garrafão.
Depois da transa – boa pra caramba – Silas declamou trechos
de um poema que havia escrito e enviado a ela no passado: “Minh’alma por ti
clama, meu corpo por ti chama, minha linda Mariana”. Sem palavras, a moça entendeu a trapaça do
marido.
Logo que o navio foi atracado, todos avistaram uma faixa, em
letras garrafais, com os dizeres: Luan, gatinho da sexta série, você sempre foi
um fracote – assinado Mariana.
Enquanto isso, uma lambreta vermelha surgiu e aos poucos o mais novo casal da turma foi desaparecendo na longa estrada da vida.
Certa vez, fizemos uma campanha na página do facebook do “Pra
mim você morreu” para saber se alguém teria uma história bacana sobre aliança
para contar. Recebemos alguns relatos bem interessantes. A dona da história
mais curtida ganhou um livro e ainda nos enviou uma selfie e um depoimento para
contar o que achou da leitura.
Pois bem, algum tempo depois, estamos aqui, novamente, para falar novamente dessa joia tão especial. Com certeza esse caso também nos renderia vários likes.
Olha só o que fez uma cachorrinha lá na África do Sul: sem
querer, claro, engoliu o anel de noivado de sua dona. Sabe-se lá como a moça
percebeu o ocorrido, mas logo tomou providências.
Levou a “fera” ao veterinário, que passou por procedimento
de raio x e lá estava ele, redondinho, bem no estômago da bichinha. Lá mesmo deram
um remedinho para enjoo e a tal da aliança retomou às mãos da noiva pelo mesmo
lugar que entrou.
Eu fico aqui pensando: o que teria feito um cão engolir algo
tão especial? Seria um sinal, algo do tipo, não case?
Bom, se ainda assim a dona resolver subir ao altar, fica aqui uma sugestão: que as alianças sejam levadas pela “daminha-cão”, que tal?
Se na próxima semana você for viajar para os Estaites, não
deixe de levar umas fotinhos do seu ex. Não, não é para matar a saudade do
fulano ou da sicrana e sim para usar a imagem do beltrano ou beltrana para
saciar a fome ou explorar a sua gula.
Calma que você vai entender: a rede Burger king lançou nos
Estados Unidos uma campanha para o Valentines´day (Dia dos Namorados de lá),
comemorado em 14 de fevereiro. Quem levar uma foto do ex ganhará um Whooper na
faixa.
Tá vendo, pra quem dizia que ele ou ela nunca valeu nada,
pelo menos a figura agora vale um lanchão, olha que troca boa: uma foto do
desgramado (a) por um hambúrguer.
E se por lá a rede de fast-food está investindo nos
desenlaces, aqui no Brasil a marca lançou o “Combo da Abstinência”, sob forma
de deboche ao programa sugerido pela ministra Damares Alves de incentivo à
abstinência sexual dos jovens, medida um tanto quanto, sei lá até o que falar
sobre isso, da. Pra quem ficou curioso, aqui o BK oferece o Rebel Whopper,
sanduíche feito com hambúrguer à base de plantas + refri e batata frita, com
precinho especial – o slogan da promoção
é “os prazeres da carne, mesmo sem carne”.
Se a gente parar para pensar, essa campanha no
Brasil tem até uma relação com a ação norte-americana, afinal de contas, se é
ex não rola mais nada, correto?
Bom, está dado o recadinho, vai curtir a liberdade na terra do Tio San, leva a fotin…