Perdeu, playboy!

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O que fazer em uma linda noite de lua cheia? Escrever pode ser uma boa opção. Foi o que escolhi fazer nesta data, pelo menos agora.

Começo por exaltar a beleza da mulher de quarenta, diga-se de passagem, da minha faixa etária.

As quarentonas – trintonas beirando os 40 também podem se encaixar nesse contexto – não se deixam levar por modismo, opiniões alheias e, principalmente se abalar com críticas, fofocas e outras coisas mais. Uma “força estranha” – e “brilhosa” surge, e todas viram mulheres maravilhas, maravilhosas.

Ah, o que seria de nós, mulheres, se tivéssemos a personalidade de hoje 15, 20 anos atrás? Coitados dos homens, sofreriam. Teriam que rebolar muito para conquistar um coração prevenido.

Veja o paradoxo: Um homem de 40 se relaciona facilmente com uma jovem de 20, normal, é a busca do bel prazer. De uns tempos pra cá, essa situação tem se invertido. Garotões se envolvem com mulheres mais velhas. O charme, a elegância, a inteligência e o amadurecimento que tanto atrai qualquer homem parece exalar por onde esse mulheril passa. Eles despertam e enxergam o que os quarentões nem sempre conseguem ver. Alguns desses nascidos 40 anos atrás acomodaram-se no tempo, esqueceram de crescer, de amadurecer, contudo, a natureza, essa não deu trégua, seus pandulhos cresceram, os cabelos ruíram ou esbranquiçaram.

Vou contar uma história, como se tivesse sido vivida por mim: Recém- saído da adolescência, um rapaz de 20 e poucos anos sequer me enxergava, afinal de contas, eu era quase uma trintona. Num sábado lunar e estrelado, o playboy, lindo, rico, olhos azuis e cabelo dinamarquês, lançava seus olhares às novatas. Onze anos se passaram e, como num passe de mágica, o tal loiro agora arrasta seu castelo móvel inteiro para cima de mim. Adoro essa situação, insinuo, dou corda para que ele desça da torre de seu castelinho, tudo em vão, claro, numa espécie de vingança.

É, rapaz, amadurecemos, ficamos mais bonitas sim, só que agora não é mais para o seu biquinho de ouro. Se eu quisesse hoje um garotão, seria outro, de dezoito, vinte anos, olhos tão reluzentes quanto os seus. Hoje eu posso, sou poderosa, charmosa, bonita, elegante, confiante, faço minhas próprias escolhas.  Perdeu, playboy.

Esse blog é pra você…

Olá!

É com muita satisfação que começo esse blog, extensão do livro “Pra mim você morreu!”, que já está prontinho, em fase de impressão. O livro fala sobre “causos” de casais que tiveram em seus relacionamentos situações inusitadas, divertidas, todas fruto da fúria e do temperamento apimentado de uma das partes (geralmente das mulheres) que chegaram ao extremo da loucura, ou algo bem parecido com isso, grande parte por conta do ciúme, de imaginárias traições, fantasias…

Mas, calma! Você não vai se deparar com nenhuma história digna de capa do finado “Notícias Populares”, ou seja, sem derramamento de sangue, choro, nem vela. Você pode até chorar – de rir em alguma situação – e se identificar até, quem sabe…

Mas, por que “Pra mim você morreu!”?. Esse título é parte da história de umas das personagens do livro. Certo dia, após descobrir uma traição, a moça decidiu terminar se vingar do amado, presenteando o rapaz com uma coroa de defunto com esses dizeres. O presentinho foi levado até a porta da casa do fofo…o resto, você saberá ao ler a história!

É isso. Conto com a sua colaboração, suas críticas, comentários, enfim, sua interação total.

Aqui também será um espaço para falar sobre nós, mulheres de 30, 40. As novatas também são bem-vindas. Às mais experientes, ídem.