Não tive como deixar de ler uma notícia que veio bem de longe, lá da África, made in Gana, sem pensar que isso daria um belo conto para nossa segunda edição do Pra mim você morreu! Olha que essa história cairia feito uma luva, dada a excentricidade da moça, pra não dizer, loucura, ousadia, cara de pau dessa mulher sem idade, tampouco nome revelados.
O fato é que o que era para ser um simples casamento, com juiz de paz (não sei se é essa a mesma denominação de lá), convidados, padrinhos, noivo e – uma apenas – noiva, tornou-se o evento do ano local. Isso porque a amante do futuro homem casado não se conteve a simplesmente ver, como fazem várias amadas desoladas, que observam por detrás das colunas marmorizadas dos templos sagrados o querido subir no altar com outra, ou melhor com a oficial – já que a outra na real é a outra, e, nesse caso, ela – e resolveu fazer da cerimônia uma celebração com duas protagonistas.
Sem delongas, é isso mesmo, a concubina apareceu lá igualzinha a noiva, de véu e grinalda, tomou o microfone do tal juiz e como diria Baby do Brasil “tagarelou, tagarelou a falar” no seu dialeto incontrolável que aquele que lá estava era um “namorador”, como traduziu o jornal “Mirror”.
Pra quem acha que esse tipo de história só aparece em livros, filmes e novelas, está abaixo o link do vídeo, publicado no Youtube pelo canal “Gana Audiovisual News”. Tá certo que as imagens não são lá das melhores, mas dá pra ver bem a cara dos noivos e a “serenidade” da noiva, que não disse uma palavrinha, não quebrou um vaso, sequer jogou o buquê na cara da oponente, o que me faz pensar numa frase muito popular aqui “nem oito, nem oitenta”. Como é que acontece todo esse “barraco” e a noiva não faz nada? Me diz, como pode?

(Imagem: reprodução do vídeo)