Namastê

Poxa, vida, você penda que é quem? Chega assim, sem bater? Não toca a campainha, o interfone, sequer avisa antes que vai chegar…

Entra, feito invasora e faz o que bem entende, cegamente? Sim, você é cega e deve se fazer de surda também.

Você deveria entender vez por todas que não se leva uma pessoa boa daqui.

Você é sarcástica, má, cruel, feia e tem inveja da vida e faz de tudo pra fazer dela um sopro, uma folha que voa e vai embora sem ao menos poder dizer adeus.

E você, menina vida, por que deixa isso acontecer? Seja forte.

É a gente nunca vai entender. Então, o que nos resta é respirar a cada dia, agradecer a cada dia. Não apenas amar, mas deixar esse amor fluir, transparecer. Visitar, brindar, curtir, sorrir e gargalhar até morrer de tanto rir.

Hoje o mundo terreno perdeu uma luz e o celestial se fortaleceu.

Namastê, aprendi, não em vão essa palavra com você.

Veja mais contos, crônicas e outros gêneros aqui.

(Texto da escritora e jornalista Claudia Rato – Imagem: Freepik)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *